Se você trabalha com produção de conteúdo na internet há algum tempo, já sabe que muita coisa mudou. Além de termos formas muito mais rápidas de produzir vídeos, imagens e conteúdo em texto, a competição com a Inteligência Artificial tornou o jogo mais complexo. Por isso, a IA e SEO em 2025 estão caminhando lado a lado.
Porém, a pergunta que fica é: o que ainda vale e como podemos adaptar o que sempre funcionou para esta nova realidade? Nos últimos anos, o Pink Fire passou por uma série de altos e baixos. Ultimamente, estamos mais nos baixos do que na alta :p
A minha falta de motivação para seguir com o projeto, se deu muito pelas mudanças e punições do Google que derrubaram a nossa receita e tráfego em 10x nos últimos anos. Porém, mesmo em declínio, sempre estou atenta às novidades e em busca de conhecimento para me manter atualizada.
Nesta jornada, conheci alguns autores e especialistas em SEO que estão desbravando os dois mundos: SEO e Inteligência Artificial. Pelas minhas leituras, encontrei um excelente conteúdo que decidi compartilhar com você sobre como estamos e para onde vamos nesta área.
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IA e SEO: o que está mudando no jogo do SEO
O conteúdo original foi criado por Olga Zarr, especialista em SEO técnico e fundadora do SEOSLY, um portal gringo focado em estratégias avançadas de otimização para buscadores.
A gente adaptou o artigo pro cenário brasileiro porque, sim, o SEO que a gente conhecia está mudando — e rápido. A forma como as pessoas buscam respostas online está sendo moldada por IAs generativas como ChatGPT, Perplexity e o famigerado SGE do Google. Se você cria conteúdo, trabalha com tráfego orgânico ou gerencia presença digital, precisa entender como isso impacta o seu trabalho agora e no futuro.
A nova cara da busca: de links a respostas conversadas
Apesar de todo o burburinho em torno da inteligência artificial, os dados mostram que o Google ainda é o verdadeiro gigante da busca online. Com impressionantes 91,6% de participação de mercado, a empresa continua crescendo — registrando um aumento de 21% ano após ano, mesmo em meio à “revolução da IA”.
Enquanto isso, os tão falados chatbots como o ChatGPT representam menos de 3% do tráfego total de buscas. Para se ter uma ideia da diferença de escala: o Google processa cerca de 14 bilhões de buscas por dia, o que é 373 vezes mais do que o volume de pesquisas realizadas via ChatGPT.
No entanto, a influência da IA dentro do próprio Google também não pode ser ignorada. Os chamados AI Overviews — aqueles resumos gerados por IA que aparecem no topo dos resultados de busca — já estão presentes em mais de 50% das consultas e têm afetado diretamente o desempenho do tráfego orgânico.
Estima-se que a taxa de cliques (CTR) tenha caído entre 18% e 64% nas páginas que concorrem com essas respostas automáticas. Ou seja, o jogo está mudando, mas ainda gira fortemente em torno do Google — agora com inteligência artificial no centro da estratégia.
Motores de busca baseados em IA estão se tornando o novo padrão. Em vez de mostrar uma lista de links, essas plataformas estão respondendo direto à pergunta do usuário — com base em conteúdos de terceiros.
Isso muda completamente o objetivo do SEO: mais do que rankear, agora é preciso ser citado. Para isso, o conteúdo precisa ser claro, confiável e, acima de tudo, útil de verdade. Aquela velha prática de “encher linguiça” só pra bater palavra-chave vai ficar cada vez mais irrelevante.
Por exemplo, ao buscar por “como cuidar de orquídea” o Google já sugere um conteúdo e links gerados pelo IA. Depois de várias reclamações dos produtores de conteúdo, onde Google etava apenas mostrando o conteúdo, agora os resultados de pesquisa com respostas da IA podem ser ótimas fontes de tráfego orgânico.

AEO: otimize para ser a resposta
Com a inserção de links nas respostas geradas por IA, a Olga apresenta o conceito de Answer Engine Optimization (AEO). Esta é a prática de formatar seu conteúdo para que ele possa ser usado como resposta em assistentes de IA. Isso envolve:
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Criar conteúdos no formato de perguntas e respostas
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Utilizar títulos objetivos e subtítulos com estrutura hierárquica clara
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Aplicar dados estruturados (schemas de FAQ, HowTo, Article)
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Redigir de forma clara, objetiva e conversacional
É a hora de transformar seu conteúdo em algo que “conversa” com o leitor e com a IA. Nada de rodeios: vá direto ao ponto e entregue valor desde o primeiro parágrafo. Essa orientação já era válida para a área de “as pessoas também perguntam”. Por isso, em conteúdos focados em responder dúvidas, lembre-se de usar estes recursos de otimização para ter mais chances de aparecer nas duas áreas da SERP.
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GEO: seja fonte das IAs generativas
Quando o ChatGPT surgiu, houve o debate se isso iria reduzir o tráfego orgânico via Google. Apesar de estarmos longe da adoção dele versus do Google, eu acredito que em alguns anos, se o modelo de uso se manter como está, muitas pessoas irão usar apenas as ferramentas de IA para buscas mais complexas.
Por isso, é importante focar em produção de conteúdo de autoridade também. Aqui entra o GEO (Generative Engine Optimization) tem como foco fazer com que seu conteúdo seja referenciado nas respostas geradas por IAs, mesmo que o leitor nunca clique no seu link. Para isso, você precisa provar sua autoridade:
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Produza conteúdo profundo, original e bem referenciado
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Mostre sua experiência prática sobre o assunto (exemplos reais, dados locais, cases)
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Tenha presença consistente e confiável (EEAT em ação)
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Trabalhe com SEO técnico bem feito (velocidade, mobile, dados estruturados)
Quanto mais confiável você parecer para os algoritmos, maior a chance de ser “puxado” por uma IA para aparecer em uma resposta direta. E mesmo sem clique, essa visibilidade constrói marca e reputação.
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O papel do SEO tradicional (que ainda é essencial)
Apesar do hype com IA, o SEO “raiz” continua sendo importante. Até porque, mesmo que a internet já tenha sido lida pela Inteligência Artificial, ela sempre vai depender de novos conteúdos, de novos fatos de novas análises que apenas os humanos serão capazes de gerar (pelo menos por enquanto). Por isso, as boas práticas de SEO para ter seu conteúdo encontrado pelo usuário ou pelos robôs, é o que faz a diferença entre aparecer ou não, seja via Google ou via ferramentas de IA.
Você ainda vai precisar de:
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Palavras-chave bem posicionadas
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Conteúdo evergreen com qualidade editorial
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Linkagem interna eficiente
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Backlinks de sites relevantes
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Experiência do usuário impecável
A diferença é que agora o SEO precisa funcionar em várias camadas. Enquanto você pensa no ranqueamento clássico, também deve considerar como os robôs de IA vão interpretar, resumir e usar seu conteúdo.
SEO com IA: ferramentas que ajudam (e muito)
A IA não é só desafio, ela também é aliada. Ao mesmo tempo em que facilitam nosso trabalho, também podem produzir conteúdos muito mais rápido e de forma eficiente do que nós. Porém, ao mesmo tempo em que trazem esse desafio, trazem oportunidades, onde quem souber usar seus recursos, sempre estará na frente.
Por isso, pelo que venho observando, a IA ainda não é capaz de superar o trabalho de uma pessoa em algumas áreas. Pelo menos sem deixar claro que é uma produção de inteligência artificial. Basta observar os conteúdos gerados, mesmo com prompts claros, eles ainda seguem um padrão “ChatGPT”.
Algumas ferramentas que podem acelerar (e melhorar) seu trabalho:
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ChatGPT e Gemini para brainstorming, resumo e estruturação
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SurferSEO e NeuronWriter para análise semântica
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Claude.ai para revisões de conteúdo com tom natural
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Screaming Frog e Sitebulb para auditorias técnicas detalhadas
Com o apoio dessas ferramentas, o SEO se torna mais estratégico e menos repetitivo. O importante é não terceirizar 100% do conteúdo: edite, revise e traga sempre a voz humana. Lembre-se assim como você, milhares de outras empresas e pessoas estão usando a mesma ferramenta. Trazer seu toque pessoal e exclusivo é o que vai diferenciar seu trabalho dos demais.
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Conclusão: como aplicar isso no Brasil?
No Brasil, a adoção de ferramentas de IA nas buscas ainda está começando, mas o movimento é inevitável. O Google já testa o SGE em português e plataformas como Perplexity e You.com ganham espaço entre usuários mais tech.
Quem sair na frente na adaptação de conteúdo para esse novo cenário vai colher os frutos — tanto no alcance quanto na autoridade digital. E aqui vai um checklist simples pra começar:
- Atualize conteúdos antigos com linguagem mais direta e clara
- Adicione seções em formato de perguntas e respostas
- Use dados estruturados (schema.org) sempre que possível
- Priorize profundidade, não volume
- Mostre sua experiência com exemplos reais e locais
Mas afinal, o que realmente mudou na era da IA aplicada ao SEO? Talvez menos do que muita gente pensa, mas com impacto direto nos bastidores. A maior mudança é que citações estão superando o ranqueamento em importância. Aparecer em primeiro lugar já não significa tanta coisa se a IA não menciona sua marca como fonte confiável. Outro ponto essencial é a otimização em nível de parágrafo ou seção: os robôs agora “pescam” respostas pontuais em blocos específicos do conteúdo, então cada parte da sua página precisa funcionar de forma independente e completa.
Além disso, menções não linkadas passaram a contar. Citações em podcasts, fóruns, matérias ou até redes sociais, mesmo sem link direto, ajudam a construir sinais de autoridade que as IAs aprendem a valorizar. Por fim, a autoridade não está mais restrita ao seu domínio ou blog. Mídia espontânea em lugares como Reddit, Quora, eventos e comunidades especializadas também entram na conta. A construção de marca agora precisa ser distribuída e orgânica — e quem entender isso primeiro terá muito mais visibilidade no novo jogo da busca online.
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