Enquanto você vê vídeos de gatinhos ou memes de família no Facebook, a Meta está mirando em algo muito mais ambicioso: criar uma inteligência artificial mais inteligente que qualquer ser humano.
Segundo o New York Times, Mark Zuckerberg está montando um verdadeiro “dream team” para desenvolver modelos de superinteligência artificial—um passo além da IA atual, que ainda tenta imitar as capacidades humanas. A ideia? Colocar a Meta na dianteira dessa corrida tecnológica.
O que é superinteligência artificial?
Antes de seguir, vale explicar: superinteligência artificial é o nome dado a modelos de IA que superam em muito a inteligência humana em praticamente todas as áreas—da criatividade à resolução de problemas. É o “Santo Graal” da IA.
Meta quer ultrapassar a concorrência
A iniciativa vem num momento delicado para a empresa. Embora a Meta tenha lançado recentemente o Llama 4, seu modelo de IA mais avançado, a recepção foi morna. Além disso, talentos importantes estão deixando a empresa e há uma crescente preocupação interna sobre a capacidade de acompanhar o ritmo de concorrentes como OpenAI, Google (Alphabet) e startups como Anthropic.

Zuckerberg, então, voltou ao “modo fundador total”. De acordo com a Bloomberg, ele mesmo está negociando diretamente com pesquisadores e engenheiros de ponta, oferecendo salários de até nove dígitos (isso mesmo, mais de 100 milhões de dólares!) e acesso ao imenso poder computacional da Meta.
“Zuck está determinado a montar um time de elite com cerca de 50 nomes de peso, trabalhando lado a lado com ele no escritório”, diz a reportagem.
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Quem está na mira da Meta?
Um dos nomes que devem integrar essa equipe é Alexandr Wang, CEO da Scale AI—startup especializada em dados para treinamento de IA. A Meta, inclusive, está investindo mais de US$ 10 bilhões na empresa, não só pela tecnologia, mas pelo acesso ao seu capital humano.
A ideia é que essa equipe crie um modelo de IA capaz de ser integrado a vários produtos da Meta, como:
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Instagram
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Facebook
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Os óculos inteligentes Ray-Ban
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O assistente Meta AI
A guerra pelos cérebros da IA
Zuckerberg não está sozinho nessa disputa. Alphabet (Google), OpenAI e outras gigantes estão competindo ferozmente com laboratórios menores como Cohere, Anthropic e Thinking Machines.
Para você ter uma ideia do quanto o mercado está competitivo, a Meta teve três ofertas acima de US$ 2 milhões/ano recusadas só na última semana. A Anthropic, por exemplo, tem se destacado em atrair e reter talentos estratégicos.
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Por que isso importa?
Se a Meta conseguir criar uma superinteligência artificial funcional, ela pode mudar radicalmente não só seus próprios produtos, mas o ecossistema digital como um todo.
Imagine uma IA mais inteligente que qualquer humano, ajudando você a trabalhar, criar, se comunicar e até pensar melhor. Isso pode parecer coisa de filme de ficção científica, mas está cada vez mais perto da nossa realidade.
E aí, será que a Meta consegue sair na frente?
Com bilhões de dólares e a liderança direta de Zuckerberg, a Meta está colocando todas as fichas nesse projeto. Mas a pergunta que fica é: será que vale a pena confiar tanto poder a uma única empresa?
